domingo, 13 de maio de 2012

eu também gosto;

Eu gosto das pessoas que param para escutar. Que gostam de abraços, que conseguem amar. Gosto de pessoas que riem de modo estranho, choram escondidas. Gosto de pessoas que não se escondem atrás de máscaras, pessoas que são fortes, pessoas que sempre seguem em frente. Gosto de pessoas que gostam de pessoas. Gosto de pessoas que sabem o motivo de uma lágrima, que estão sempre por perto. Gosto de pessoas que nunca se vão, de pessoas que ficam, que tentam, que conseguem."

Tati Bernardi

me [do inglês eu] escrevendo;

A minha escrita ta mudando. Ou será eu?

minha história;

É bonito quando você começa a contar a sua história e começa a perceber o quanto você mudou, avançou, evoluiu... Da força para continuar.

Eu hoje,

Se fosse só no domingo... Fico pensando em coisas sempre. Nas coisas que perdi, que desejei ,que me foram roubadas, onde eu estou hoje, onde quero estar amanhã, o que faço por mim mesmo. O que fiz para contribuir com uma discussão, em quantas pessoas já tentei me completar. Os meus medos, ansiedades, angústias. To sempre em movimento, escrevendo, falando, discursando. Em busca do que eu realmente... eu sou... Isso vem na minha cabeça de forma fácil, embora às vezes complicada. É a angústia que me faz produz. E por incrível que pareça, isso toca os outros, de uma forma que eu não sei explicar. Talvez, só talvez, esse ponto que aparece aqui, também possa estar em quem está do lado de lá, lendo isso.


- por: André Nascimento

Escrever II

"Escrever pelo menos, para mim, é uma forma de lidar melhor com os sofrimentos, com as angústias. Ajuda às vezes...Sabe? uma parte de você vai junto e outra, permanece..."


por: André Nascimento.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O Estranho em psicanálise.

"O Estranho" (1919), Freud cita Schelling, afirmando que "estranho [unheimliche] é o nome dado ao que deveria ter permanecido secreto e escondido, mas que veio a luz". (p.46).

Do livro: Mito e Psicanálise. Psicanálise passo a passo - 36.
Autora: Ana Vicentini de Azevedo.
Editora:  Jorge Zahar.
Ano: 2004.
Rio de Janeiro: RJ.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Arte e Psicanálise

"A tendência do neurótico é colocar um quadro em sua janela e constituir assim, sua realidade a partir de sua fantasia, sem, no entanto dar-se conta disso. É o que podemos ver em certos quadros de René Magritte, por. ex. " A condição humana",que desvela a fantasia na janela que se abre na paisagem da realidade do sujeito. Antonio Quinet, "Um olhar a mais", Zahar, p. 162. Via O que responde o psicanalista? Ética e clínica. René Magritte.

sábado, 5 de maio de 2012

Aprendi.

"Costumo dizer que quando estamos muito tristes, com a alma triste até a morte, é como se estivéssemos atravessando um desfiladeiro em uma corda bamba. O que tem embaixo é um Abismo, e o que está acima é o Céu. Se você olhar pra baixo, você verá o Abismo.
O Abismo atrai o olhar, mas o Abismo é morte certa, e ao olhar para ele você pode entontecer e cair. Portanto, nunca olhe para o Abismo. Mas também não olhe para o Céu. O Céu é como um sonho, e ele pode estar belíssimo, muito azul, com um Sol radiante ou repleto de estrelas, não importa: não olhe para o Céu, por que de tão belo ele pode fazer você esquecer de que precisa manter o equilíbrio e seus pés bem firmes na corda.
Desta forma, eu te digo: o único lugar para o qual você deve olhar é para a frente, onde está o Horizonte. O Horizonte é onde está tudo o que você pode descobrir, viver e alcançar. Basta seguir em frente.
Se você olhar para trás, poderá ver teus familiares e amigos dizendo “siga em frente”. Mas se não puderes ouvir isto, concentre-se em teus pensamentos, por que é na verdade o que você quer: Seguir em frente!Então apenas mire o horizonte, mantenha teus passos bem firmes e você atravessará o desfiladeiro, onde do outro lado haverá um mundo, pessoas e uma vida que esperam, sinceramente, que você siga em frente."

perdi mais uma vez, e não foi so palavras, foi momentos, pensamentos; sentimentos. Perdi parte de mim.

Um encontro. Carinhos com direito a trilha sonora e sorrisos em um ônibus numa cidade grande. Um fim de tarde comendo um sanduíche enorme em uma lanchonete qualquer numa praça infelizmente pouco frequentada em um bairro nobre da capital. Na grama, sob o céu estrelado e alguns coqueiros que olhados de baixo para cima, compunham um ângulo novo de se olhar a vida. Carinhos e sorrisos. Sem contar a vista do mar, a praia, as estrelas, os abraços, beijos, as palhaçadas e gozações. Lá não havia tempo, não havia nenhum “EU” e nenhum “VOCÊ”, havia somente um “NÓS”. E HOJE, a paisagem perdeu a cor. Você consegue **SENTIR** isso? E como diria o [meu] Pequeno Príncipe: Consegue lembrar o que é SER como uma criança?

quarta-feira, 2 de maio de 2012

sujeito-ator;

(...) na histeria, o sujeito-ator interpreta a cena original de forma que esta não é reconhecida nem por ele mesmo. Ele pode até se dar conta depois, mas o texto e a mise-en-scéne são inconscientes. O espetáculo da representação é da ordem do imaginário. E o gozo do ator e do histérico que explode no palco é bem da ordem do real."

▬ Antonio Quinet