sábado, 19 de março de 2011

ATENTE-SE AS RAÍZES

HOJE LEMBREI da fala de um " amigo " e dedico tudo aqui a ele. Ele saia do trabalho e vinha me ver. A gente sentava na calçada da minha rua e conversamos, e a noite parecia não ter fim [eu adorava!], me sentia muito bem ! não só de estar ali sentado, mas a presença dele é que fazia a diferença. ai ele me disse: - "quando minha mãe morreu, quando eu mais precisei das pessoas..., todo mundo virou as costas pra mim"... eu achei aquilo muito forte, não sabia o que dizer de verdade.. me calei. Depois ... ele me disse que tinha um " sonho que não podia contar " pois vinha de uma promessa. E que ele iria realizar e PROVAR pra TODO MUNDO - inclusive pra ele mesmo - que ele era capaz de conseguir, que não precisava de ninguém pra isso...e que ele ia fazer de tudo pra conseguir. [Eu questionador como sempre, começei a pensar sobre isso] E, é logico que eu falei o que pensei [eu nunca consigo me segurar..rs]: - Bem, o SONHO É TEU - disse eu pra ele. e continuei: - E é VOCÊ que dá significado pras coisas. Essas pessoas que fizeram isso não ESTÃO na sua cabeça, não PENSAM como você, e não SABEM o sentido que você dá as coisas e o que VOCÊ considera IMPORTANTE. Agora, você pode explicar isso pra eles, ou não. Se não quiser fazer isso, da para voce tentar mudar AS RAÍZES DO SEU SONHO. [bem, a minha intenção sempre foi ajuda-lo. mostrar para ele o modo como vejo as coisas e mostrar tbm que estaria ali ao seu lado presente, para o que der e vier.. mas a vida toda, quanto mais eu tentava ficar bem com ele, pior as coisas ficavam (isso não mudou muito, pra ser sincero, piorou e hoje ele me ignora)]. E continuei: Tipo, uma pessoa que quer provar algo para alguém, não ta la muito bem CONSTRUINDO, muito menos CONSTRUINDO UM SONHO ou seja lá o que for, nas melhores raízes para sustenta-lo. O que eu quero dizer é: A base do sonho vai conter sentimentos ruins. (do tipo: raiva, angustia, ódio, medo de fracassar, vingança, provar algo, etc.) .... HOJE, fico com saudade daqueles momentos. Na verdade, de todos eles. Inclusive certo dia, me peguei fazendo a mesma coisa, ai lembrei das tais raízes e logo "cai em si".

é isso que chamamos em cair em si ("ei você, caia em si! olha o que é importante! olha onde esta indo! o que esta fazendo! pensando! caia em si! lembre das raízes!") - pensei eu.



Hoje, fico pensando se ele pensou, ou pensa, nas coisas que eu disse sobre as raizes dos sonhos e o significado que damos a eles.

Acho isso uma coisa importante [isso me sustenta as vezes].


Aí quando contei a historia pra uma amiga, ela me disse: -" isso que voce disse é lindo, faz sentido. mas as vezes da raiva! ai queremos provar coisas para as pessoas. desculpa se to sendo negativista!" ai eu falei: "É ..sempre da raiva nesses momentos. São situações que não sao agradaveis de se passar e sentir. Por isso acho importante ELABORARMOS essas questões. E só conseguimos fazer isso PENSANDO. Lados + e - sempre vão existir. O importante é o que fazemos com eles, o que fazemos com nossas RAÍZES; E PRINCIPALMENTE, em qual lado decidimos ficar..." Bem, fico por aqui. até a proxima...

Clarice Lispector [2]

..." eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de ser uma amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade "... - Faço dessas palavras as minhas. Beijos Clarice...

Clarice Lispector [1]

..." Até cortar os próprios " defeitos " pode ser perigoso, nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro " ...


sabias palavras...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

CRIATIVIDADE - momentos de bloqueio

Opções para momentos de bloqueio

Quem tem opções - ou as busca - não fica paralisado.

De repente você se dá conta de que está sem qualquer inspiração. Pode estar olhando para um folha, um monitor, um problema ou o que for e... nada. Às vezes parece que achou um rumo, mas não, não é uma boa idéia. Então você resume a situação dizendo para si mesmo: "Estou bloqueado!". Sem opções. Sem ponto de partida. Sem inspiração. Vazio. Travado. Talvez você ache até outros nomes mais emocionais.

A descrição acima pode soar algo dramática, mas o fato é que as descrições dos problemas muitas vezes contêm em si mesmas o direcionamento das soluções. O que alguém nessas condições precisa é de opções, de pontos de partida, de inspirações, de encher-se de idéias, de destravar-se. Esse é justamente o propósito desta matéria, resumido simplesmente como opções para momentos sem opções. Depois de aplicar seu conteúdo, possivelmente você não vai entender como é possível alguém achar que está bloqueado, talvez até conclua que o único bloqueio mesmo é acreditar que existem bloqueios.

Opções

1) Palavras-chave

Se está se sentindo bloqueado, o está em relação a algum tema: um trabalho, relatório ou reportagem, por exemplo. Se existe o tema, então já se tem o ponto de partida. Simplesmente vá escrevendo palavras-chave relacionadas ao tema em uma folha maior, de forma que todas fiquem no mesmo campo visual e você possa olhar para todas rapidamente. Depois apenas fique olhando para elas, enquanto espera o efeito provocador das palavras.

Um exemplo. Suponha que você tem que escrever algo sobre "Inteligência dos golfinhos". Sua lista poderia incluir: inteligência, comportamento, água, esperteza, filhotes, aprendizado, habilidades, Fernando de Noronha, e por aí vai, uma idéia puxando outra ou outras. Nisso você pode se lembrar de um livro com fotos dos bichos, de um parque onde golfinhos fazem proezas, de uma matéria no site Possibilidades sobre como golfinhos aprendem... Em poucos minutos você terá abundância de idéias.

2) Falta informação, mesmo

O que pode estar acontecendo é que você realmente não tem informações e conhecimentos sobre o tema e está querendo tirar suco de limão seco, talvez influenciado negativamente pela pressa de "acabar logo com isso". Por exemplo, diga tudo que sabe sobre "Mecanismos de auto-regulação da produção de hormônios nos felinos" ou quem sabe "Impactos da Cibernética na Psicologia". Por vezes podemos intuir a nossa riqueza de conhecimentos sobre algo escolhendo uma palavra relacionada e notando o que vem associado a ela. Por exemplo, diga tudo que sabe sobre televisão. Se você tem dificuldade de saber por onde começar, é porque há muitas possibilidades.

3) Estímulo aleatório

Pegue uma revista qualquer, abra-a em uma página qualquer e aponte para um ponto qualquer. Escolha o substantivo ou verbo mais próximo e veja que idéias ele provoca. Essa é uma das formas da técnica do estímulo aleatório (veja a respectiva matéria).

Ou acesse um serviço de pesquisa da internet e procure algo ligado ao seu tema. Não vão faltar estímulos e provocações.

4) Trabalhe iterativamente

Uma das causas de bloqueios é querer gerar um produto perfeito ou bom o bastante de primeira. Isso é como querer produzir um discurso perfeito de improviso: possível mas não é o mais esperável. Na verdade a maioria das coisas que produzimos são feitas iterativamente: fazemos uma versão inicial e vamos melhorando-a gradativamente. Alguém já disse que "os seres humanos são muito melhores aperfeiçoando algo existente do que criando algo do nada", o que soa muito apropriado à minha experiência (este site foi reestruturado e refeito 3 vezes, quem sabe 4, e quase todas as matérias foram feitas desta maneira).

Assim, como objetivo mais imediato, pode ser melhor produzir uma primeira versão sem muitos critérios de qualidade. Além disso, será mais prazeroso produzir sem muitas regulações e com mais liberdade.

5) Faça perguntas

O que você fez hoje? Se tirasse férias, onde gostaria de ir primeiro? Buscar a resposta para perguntas parece ser quase uma compulsão mental. Use-a a seu favor fazendo-se perguntas, como:

- "O que eu sei disto"?

- "Que experiência tive com isto?"

- "Quando eu tiver terminado, como vai ficar?"

Se quiser algo mais estruturado, tente o mapa mental abaixo:

6) Visualize o resultado

Antes de poder definir como fazer algo, é preciso saber o que será feito. Você planeja como passear depois de definir aonde vai; define o que vai ter no almoço para depois fazer a comida. Pode ajudar em momentos difíceis focar por alguns momentos aquele instante em que o que você quer fazer estará pronto. Mesmo que a imagem esteja incompleta, como um espaço em branco em uma página do jornal, pelo menos a estrutura do que será feito estará em sua mente, o que é melhor do que ter nada.

Feito isso, você pode tentar também acreditar que aquela lacuna estará preenchida logo. Se não ajudar, pelo menos atenua os efeitos de não acreditar que vai conseguir ou, pior, acreditar que não vai conseguir. Experimente perguntar: "E se eu neste momento - apenas - acreditasse que essa coisa vai sair, isso faria alguma diferença?

Enfocar o resultado pode ajudar também quando um dos fatores do bloqueio é um conflito de intenções, do tipo "Tenho que fazer isso mas queria estar fazendo outra coisa". Pensar em fazer outra coisa não costuma fornecer inspiração para a coisa atual.

7) Afaste-se

Você já saiu alguma vez de um ambiente para pensar melhor ou acalmar-se? Muitas vezes o ambiente exerce influências sobre nosso estado e essas influências ficam por ali, nos rodeando. Saindo por um tempo daquele espaço, podemos acalmar as coisas e buscar outras opções com tranquilidade, para em seguida retornar levando as novas possibilidades.

Pode ser ainda melhor fazer algo bem envolvente, que o faça esquecer-se completamente do espaço-problema por alguns minutos. Sugiro não tentar esquecer; isso é análogo a anotar algo que você quer esquecer.

Obstáculos

Provavelmente você já teve a experiência de estar diante de alguém com um problema cuja solução para você era tão óbvia que você mal compreendia como a outra pessoa não a estava vendo. Uma das minhas imagens preferidas para ilustrar isso é alguém olhando para o sol e gritando: "Vou ficar cego, vou ficar cego!" e que... continua olhando para o sol. Então, o verdadeiro problema não parece ser o bloqueio, mas sim a paralisia diante do bloqueio. Se você conseguir nesse momento apenas se mexer um pouco na direção de iniciar o movimento de buscar saídas, soluções, possibilidades, poderá eventualmente descobrir que não só as opções existem como também são muito mais do que precisa no momento.

Pelo menos sete opções você já tem.

Fonte: (possibilidades.com.br)

CRIATIVIDADE - Desenvolvendo o Sonhador

Desenvolvendo o Sonhador

Estimule a liberdade interna e a imaginação

A Rainha disse para Alice que havia dias em que ela pensava em até Texto explicativo em forma de nuvem: seis coisas impossíveis antes do café da manhã! Este é um ótimo exercício de criatividade: diariamente, pense (pelo menos três, vá lá) coisas que lhe pareçam impossíveis: você voando ou atravessando paredes, o mundo sem guerras amanhã, todos os menores de rua com moradia e assistência, extraterrestres com caras de artistas aterrissando com presentes para todos, a Terra com duas Luas, ambas cheias, a Lua feita de queijo, você reservando cinco minutos por dia para praticar isto... Dizem que uma mulher aplicou esta técnica para bolar um presente para seu marido, e um dia ele chegou em casa e encontrou-a seminua, embrulhada em papel celofane e lacinho de fita!

Os principais benefícios dessa prática são:

  • maior liberdade de pensamento (o que conduz a maior criatividade)

  • maior capacidade de construção mental, base dos comportamentos e realizações e uma das principais características do Sonhador de Disney.

  • Pode também ser usada como "aquecimento" antes de uma atividade criativa.

  • Além disso, pode ser divertido!
    experimente fazer isto quando estiver mau-humorado!

Estratégia Disney


COMO O REALIZADOR DE SONHOS CRIAVA E REALIZAVA?

Walt Disney (1901-1966) criou um império de lazer que permanece, mais de três décadas após sua morte. Além da Disneylândia e os estágios iniciais do Disney World, produziu 497 filmes de curta metragem, 21 filmes de animação, 56 filmes de longa metragem, 7 episódios de "A vida como ela é", 330 horas do Mickey Mouse Club, 78 emissões de meia hora do Zorro e 330 horas de outros shows de televisão. Disney também foi responsável por várias inovações empresariais e técnicas importantes no campo da animação e do cinema em geral.

Disney possuía uma capacidade excepcional, inerente aos gênios: pegar algo que existe apenas na imaginação e dar a este algo uma existência física que influencia de maneira positiva a experiência das pessoas. E o que tornou isto possível? Walt Disney usava uma estratégia bem definida para conseguir o que queria. Era como se fossem três Disneys diferentes. O SONHADOR tinha toda a liberdade de usar a imaginação. O REALISTA era o tradutor das fantasias em forma tangível. E o CRÍTICO aplicava o julgamento. O sonho elaborado pelo sonhador era passado ao realista, cuja tarefa era segmentar o sonho em partes administráveis e executáveis. O crítico então era acionado para reconhecer o que estava bom e questionar o que não estava dentro dos critérios. O sonhador passava então a elaborar novas idéias para atender os requisitos de qualidade do crítico e solucionar problemas identificados. O ciclo se repetia até que todos estivessem satisfeitos.

Cada personagem de Disney tinha seus próprios métodos e características. O sonhador era livre e espontâneo. O realista era organizado e analítico, e levava em conta recursos e limitações da realidade. Para o sonhador e o realista era importante ter novas idéias, mas o mesmo não ocorria para o crítico, cujo enfoque era a qualidade. Cada um trabalhava em salas diferentes, e até suas posturas físicas eram distintas.

Walt Disney mudou espetacularmente o mundo, e é curioso notar que tudo começou com um rabisco que viria a ser o Mickey...

Virgílio Vasconcelos Vilela
Adaptado de A Estratégia da Genialidade Vol. I, de Robert B. Dilts (Summus)

Imagem: http://www.disneytyme.com/TheWaltDisneyStory.html
http://www.possibilidades.com.br/criatividade/img/estratdisney.gif

FONTE: (possibilidades.com.br)

OBJETIVOS & DECISÃO

Indução do Sonhador

- Para definir objetivos de forma livre e criativa -

O Sonhador, junto com o Realista e o Crítico, são os integrantes de um processo criativo e realizador completo. O Sonhador define os objetivos, o "quê" será feito. Quanto mais livre for o seu Sonhador, mais você cria, melhor você define objetivos. Esta indução (chamada originalmente de Meditação do Sonhador), de Robert B. Dilts, estimula a liberdade e a criatividade do Sonhador, com um final que emociona. Você pode também fazer algumas pausas em momentos específicos para permitir maior desenrolar dos sonhos.

Coloque seu corpo em uma posição confortável e relaxada. Sente-se em uma postura e fisiologia que realmente suportariam sua habilidade de sonhar. Se sua fisiologia fosse capaz de colocá-lo em um estado no qual você poderia realmente deixar sair o sonhador em você, como você estaria se sentando? Para qual direção sua cabeça estaria inclinada? Onde você estaria respirando? Que tipo de tensão muscular você sentiria em seu corpo?

Como seria a qualidade da sua voz interna se você fosse realmente capaz de sonhar? Seria ela excitada e sussurrante? Ou seria apenas som? Talvez ela possa ser encorajante ou questionadora? Ou talvez ela iria soar muito confiante. Sintonize sua voz interna para uma qualidade de voz que conduz você aos seus sonhos e o direciona a eles.

E então você pode começar a visualizar um tipo especial de sonho. Um sonho para o planeta. Se você pudesse criar um belo sonho para o planeta, qual seria? E já que é somente um sonho, você não precisa se preocupar se é possível ou prático. Você pode sonhar livremente. Se você pudesse sonhar sua própria versão de uma utopia, qual seria sua visão? Como a tecnologia se encaixaria neste sonho global para o planeta? O que aconteceria com a guerra?Como suas crianças seriam educadas? Como as pessoas de diferentes partes do mundo se comunicariam umas com as outras? De que maneiras nós usaríamos as ferramentas que temos a serviço do planeta, e das pessoas nele, de forma ecológica e criativa?

Permita ao seu sonho conduzi-lo ao futuro. Como seria a medicina? As pessoas ainda iriam aos médicos como agora? Haveria ainda hospitais? Se você pudesse mudar o mundo apenas por sonhá-lo, visualizando-o, como você transformaria os hospitais e as escolas e as empresas? Como os escritórios do futuro se parecerão? Haverá ainda escritórios? Ou todas as pessoas vão estar conectadas através de suas casas? Como as pessoas viajarão no futuro? Não há necessidade de se limitar à tecnologia de hoje. Imagine que você vive em um planeta onde qualquer coisa que você imagina pode automaticamente se tornar realidade. O único limite seriam os limites da sua imaginação.

Como nós trataríamos os animais e as plantas no futuro? Nós precisaríamos de advogados ou terapeutas? Qual seria o trabalho mais importante no futuro?

Que tipo de música você estaria ouvindo no futuro? Como os museus do futuro vão se parecer? Se você fosse a um museu onde visse coisas de hoje, qual seria a mais divertida para as pessoas do futuro?

O que você poderia sonhar que mudaria o mundo ao máximo? Quais partes das nossas vidas têm o maior espaço para mudar?

Imagine que você poderia mudar o mundo por meio de algo que você mesmo fez. Sonhe sobre o que você faria, e o que poderia mudar no mundo.

E deixe sua mente inconsciente continuar o sonho da maneira mais apropriada para você – de uma maneira que lhe proporcione um senso interior de prazer, excitação e esperança.

Então, por um momento, permita que sua mente se desloque do futuro para o passado. Pense no que viveu e encontre um tempo em que um sonho se tornou realidade para você. Lembre-se de algo que em algum momento foi apenas um sonho para você. Mais tarde, você descobriu que de alguma maneira ele se tornou realidade.

Por exemplo, vinte anos atrás, quando eu estava iniciando meu envolvimento com PNL, eu tive um sonho de que talvez algum dia, pessoas criativas, inteligentes e comprometidas estariam juntando forças, compartilhando um interesse comum e um entendimento da mente e das estratégias dos maiores gênios do mundo; e que elas estariam trabalhando juntas para mudar o mundo. Lendo este texto, você se tornou uma parte da realização daquele sonho.

Houve um tempo, muitos anos atrás, em que minha mãe não esperava viver mais seis meses. Eu tive um sonho de que talvez fosse possível para ela encontrar seus próprios recursos interiores e curar-se, de uma maneira que não se pensou ser possível antes. Hoje, ela é outro de meus sonhos que se tornou realidade.

Meus filhos são certamente um sonho que se tornou realidade para mim. E talvez cada um de vocês teve sonhos que se tornaram realidade. E talvez, se você encontrar um, vai começar a compreender, "Sim, há outro!" Talvez existam até mesmo sonhos tornados realidade, e você se esqueceu de que eram apenas sonhos em algum momento da sua vida, porque eles são agora somente realidade normal – mais um dia comum no paraíso.

E talvez nós tenhamos uma competência inconsciente como indivíduos ou como um grupo de pessoas que podem tornar realidade os seus sonhos, se pudermos dar a nós mesmos a permissão de sonhá-los.

Enquanto você olha para o mundo à sua volta, repare quantas das coisas que você vê são, na verdade, sonhos que se tornaram realidade; o cômodo onde você está, a luz elétrica sob a qual você pode estar lendo, a cadeira onde você está se apoiando, o mouse que pode estar segurando em suas mãos. Todas essas coisas foram em algum momento apenas um sonho na mente de alguém, mas agora elas existem de verdade.

Nós vivemos em um mundo de sonhos que se tornaram realidade. Talvez você mesmo tenha ajudado outros a tornarem os seus sonhos realidade. Talvez você seja o sonho de alguém que se tornou realidade. Talvez seus pais tenham sonhado com você antes de você nascer. Talvez você tenha entrado na vida de alguém no exato momento em que eles precisavam de alguém como você.

Assim, cuide com carinho dos seus sonhos. Trate com carinho aqueles sonhos que se tornaram realidade. E à medida que você retorna ao presente na velocidade mais apropriada para você, talvez possa sentir-se apoiado naquela posição excitante, no limiar de um novo sonho. Atrás de você estão os sonhos que se tornaram realidade. À sua frente estão os novos sonhos, que dão à sua vida significado.

Robert B. Dilts
No livro
Strategies of Genius vol. III
Tradução: Virgílio Vasconcelos Vilela

Fonte: (possibilidades.com.br)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A sua Responsabilidade nos Relacionamentos

SEJA O QUE FOR QUE ESTEJA ACONTECENDO NOS SEUS RELACIONAMENTOS, você tem 100% de responsabilidade nisso.

Cada pessoa é totalmente responsável pela paz ou a ausência dela num relacionamento.

Vamos assumir que o leitor tem um relacionamento comigo. A forma como eu o trato irá determinar a forma como você me irá tratar. Se eu for amável e estiver pronto a ajudá-lo, você reagirá da mesma maneira. Se eu for critico e controlador você irá reagir de forma diferente comigo.

Então não há dúvida de que Isso me torna totalmente responsável pela presença ou ausência da paz ou harmonia no nosso relacionamento e o leitor zero porcento responsável. Você não terá nenhuma responsabilidade porque estará a reagir ao meu comportamento.

O oposto também é verdadeiro. A forma como você me irá tratar irá determinar como eu irei reagir. Se você for amável e com vontade de ajudar, eu reagirei da mesma forma. Se você for critico ou controlador, eu responderei da mesma forma. Isso também me torna totalmente responsável pelo nosso relacionamento.

Somos ambos totalmente responsáveis pela paz do nosso relacionamento. A compreensão da maioria das pessoas é a de que existe apenas uma responsabilidade. A de uma das pessoas ou da outra.

É verdade que fomos ensinados a pensar dessa maneira, mas será que resulta?

Vamos imaginar que você e eu temos um problema no nosso relacionamento. Uma vez que existe apenas uma responsabilidade é fácil de encontrar a causa desse problema. É você.

No momento em que eu o culpo pelo nosso relacionamento, eu acabo por cair na minha própria armadilha, porque quando aponto para os seus cem porcento de responsabilidade, fico satisfeito porque já encontrei o culpado e não consigo ver o meu papel no relacionamento, logo não percebo o que tenho de fazer.

Culpá-lo faz-me permanecer bloqueado na situação. Também lhe dá todo o poder.

Ao dizer que você é totalmente responsável pelo estado do nosso relacionamento estou a dizer que eu sou zero porcento responsável, e se eu sou zero porcento responsável, o que é que eu posso fazer para corrijir a situação?.

Se você é que é o culpado e eu nada posso fazer, torno-me assim numa vítima e fecho-me à possibilidade de tomar uma acção que corrija o nosso relacionamento.

Para um relacionamento possa sanar-se temos de parar de culpar o outro. Se o outro fosse realmente o único responsável pelo relacionamento como poderíamos mudá-lo? Não haveria esperança.

Se você se encontra num ciclo de conflito, repare que, de alguma maneira, você não tem aceitado a maneira de ser da outra pessoa. Note como tem sido crítico e como talvez a tenha tentado controlar, agarrar-se demasiado a ela ou desgostar algo concreto nessa pessoa.

É natural então que a outra pessoa se tenha sentido magoada, diminuída, não apreciada e por isso se tenha fechado dentro das suas defesas e reagido da mesma forma consigo.

Depois você, por sua vez, ficou magoado, sentiu-se rejeitado e tornou-se ainda mais critico com a outra pessoa. E depois a outra pessoa tornou-se ainda mais critica para consigo. Sem que tivessem consciência disso, entraram ambos num ciclo de conflito que só parará quando uma das pessoa tomar consciência desta dinâmica e tomar uma acção correctora.

Assim que você descobrir qual o seu papel nesse conflito, você pode pôr-lhe fim. Enquanto você continuar a culpar o outro, o relacionamento não fluirá.

É evidente que não é fácil aceitarmos a nossa total responsabilidade nos nossos relacionamentos, mas fazê-lo trará a paz e a harmonia a dois seres que se amam e respeitam.

Frequentemente encontramo-nos num relacionamento com alguém que abusa de nós ou com outros problemas sérios. Ainda assim temos algo a ver com a situação. Fomos nós que escolhemos a pessoa com quem nos relacionámos e que decidimos manter-nos num relacionamento com um ambiente destrutivo ou abusivo.

Não deixarei de mencionar os relacionamentos entre pais e filhos que viveram abusos ou falta de afecto. As acusações poderão ouvir-se de parte a parte, mas no final os pais que abusaram dos seus filhos ou não lhes deram o afecto que estes desejavam, foram por sua vez abusados ou privados desse mesmo afecto e por isso, nunca aprenderam a dar, pois não sabiam o que isso era.

A nossa compaixão surge quando os imaginamos com dois ou três anos de idade, sentindo-se magoados ou sem o calor dum afago daqueles que de quem dependiam e que amavam profundamente. Se foi isso que aprenderam e é só isso que sabem dar.

Quando não queremos ver a nossa responsabilidade num relacionamento problemático, tornamo-nos numa vítima e anulamos o nosso poder, forçando-nos assim a repetir o passado.

Não importa qual seja o problema do seu relacionamento, se ele está na sua vida você tem algo a ver com isso. Quando descobrir qual a sua responsabilidade nele estará no caminho da pacificação e da paz.

Fonte: (/transformacaopessoal)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

VOCÊ É O QUE ACREDITA (Historinha)

Um homem sentado na calçada tinha uma placa que dizia assim:

"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente,sou um sucesso, sou saudável e bem humorado."

Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro.
Todos os dias, antes de dormir, ele contava dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.
Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:

- Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?
- Vamos lá. Só tenho a ganhar! - respondeu o mendigo.

Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa.
Daí para frente sua vida foi uma seqüência de sucessos e a certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários.
Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair da mendicância para tão alta posição.
Contou ele:

- Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia:

"Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!"

As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia:

"Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando.
Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem.
Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito.
Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero."

- Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para:

"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado."

- E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras.
O Universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade.
Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças.

Uma repórter, ironicamente, questionou:

O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?

Respondeu o homem, cheio de bom humor:

- Claro que não, minha ingênua amiga!..
Primeiro eu tive que acreditar nelas!

Anônimo - 13/07/2005 - site: asas - mary de sá